segunda-feira, 26 de outubro de 2009


"Timidamente eu ouvia sua música
E sentia os estalos do seu caminhar
Eu queria ter minha foto estampada em sua blusa
Minha carne em sua unha
Dentro e fora de você"

domingo, 18 de outubro de 2009

Charles Bukowiski


De porre,
Efetivamente de porre,
chegou à repartição:
ele estava errado,
e os companheiros de escritório,
a mulher, os amigos,
o planeta inteiro,
todos, todos
estavam com a razão,
enquanto ele
preferiu estar de porre.


O amor a tornava esbelta.
O amor que respirava e retirava de cada pequeno detalhe que lhe aparecia à vista.
Era linda porque amava. Amava, então vivia.
Experimente ouvir uma pessoa que fala com paixão e outra que fala apenas com o raciocínio.
O discurso do apaixonado é tão eloquente que mesmo se não tiver sentido algum tudo aquilo para você, se torna saboroso, interessante e curioso aquelas palavras ditas com tamanho tesão.
O amor se propaga no vácuo,no chumbo, no ar... Basta alguém começar a perpetuar que se tornará vasto. Ela morreu amando e acreditando no amor.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

dia lindo de morrer


O céu é de um azul viril pintando em uma tela sem espaços vazios. O vento é suave e acompanha o vôo dos pássaros que anunciam o brotar de mais um dia nesse mundo sem explicações. As palmeiras balançam suavemente. O sol esquenta a pele afagavelmente. As incertezas vem a sua cabeça. Num dia lindo de morrer, ele não quer pensar em tristeza ou dúvidas existenciais. Quer simplesmente ser.

domingo, 26 de julho de 2009

os enlatados


Minha cabeça complexa cria imagens o tempo todo que nem sempre condizem com a "realidade". Meus medos misturam-se em minhas paixões bem como em minhas alienações quando estou prestes a praticar uma ação, de tal modo que não sei bem ao certo se o que fiz foi fruto de meus mais intensos e puros sentimentos e vontades ou se são coisas enlatadas que foram embutidas aqui dentro ao longo do tempo!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

mães sempre ganham!


Uma raiva momentânea e arrebatadora gritava em minha garganta e consumia todo o meu cérebro. Queria jogar aquele celular de toque esganiçado e irritante que ,por alguns instantes, me parecia ser o culpado de todo o meu estresse, no chão. Seria uma sensação sublime, jogar aquele treco com toda a minha força contra os azulejos verdes e vê-lo espatifar-se e enfim, morrer. Seria como uma injeção de anestesia, transferir meus pensamentos nebulosos para um complexo objeto. Não o fiz. O celular era de minha mãe(verdadeira causadora de meu estresse), custou dinheiro e eu não tinha como pagar por outro. Ela iria acentuar minha raiva gritando e me xingando o tempo todo até que isso me levasse a loucura ou a morte. Concluí que seria melhor chorar e escrever.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Em cada esquina uma paixão.


Distraída, olhava pinturas subjetivas nas paredes, como que para fugir de minha fria realidade. De repente, me deparo com você olhando as mesmas pinturas, assim sem compromisso. Meu coração acelera e vai a boca, gelo, nenhuma reação externamente visível porém, internamente havia um turbilhão de falas decoradas e inseguranças infantis. Não é amor. Amor é uma palavra muito nobre para ser usada nessas situações embaraçosas. É paixão. Daquelas que tenho um monte, uma em cada esquina. Duas,três,quatro ou até mesmo dezenas de uma só vez. Reações químicas que se misturam e confundem a cabeça. Nenhum valor atribuído a mais que isso. Pura idealização, mentira enfeitada, futura decepção. Gosto do sabor das paixões, mesmo que não bem queridas. São como súbida alegria ou tristeza repentina. Como doces que quando mordo dói o dente, mas dentro tem uma meleca de morango deliciosa!